| AGENDA
ADUFU ... |
Assembléia
Geral da ADUFU-SS
Dia:13/11/08 – Quinta-feira Horário:
17h
Local: Sede da ADUFU
Pauta: 1) Informes; 2) Imposto Sindical;
3) Campanha salarial
2009. |
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4º
Debate de Conjuntura da ADUFU-SS
Dia:
14/11 (sexta-feira) - 19h às 21h - Local:
Anf. do Bloco X, Campus Santa Mônica da UFU - Participação:
Prof. Paulo Gomes (Economia-UFU) - Representante do ANDES-SN
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Boteco
da ADUFU-SS Dia: 14/11
(sexta-feira)
Horário: 21h
Local: Sede da ADUFU-SS |

Defesa do ANDES-SN: Todos para
Brasília;
Atente-se para
os prazos dos benefícios no Plano Unimed/ADUFU-SS;
Presidente do ANDES-SN critica
práticas do Proifes durante debate;
Carta pela liberdade
sindical já foi entregue à maioria dos parlamentares;
Fique por dentro;
Artigo: Saco
cheio, violência e apatia;
Convênios
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gratuíto
na sede da ADUFU-SS.
Ou baixe o seu exemplar
clicando
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Defesa do ANDES-SN: Todos para Brasília
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Caravana sai de Uberlândia
no dia 10/11, por volta das 23h e retorna no dia 11/11, às
18h.
A
ADUFU-SS organiza caravana para participação de
Ato Público em “Defesa da Liberdade de Organização
e Autonomia Sindical”, que acontecerá em Brasília-DF,
no dia 11 de novembro, às 10h. Na Capital Federal, a atividade
vai se concentrar a partir das 9h da manhã, no Ministério
do Planejamento.
Com essa atividade a ADUFU-SS pretende somar esforços em
defesa do ANDES Sindicato Nacional e contra o golpe da suspensão
do Registro Sindical. E mais, pelo fim da criminalização
dos movimentos sociais e contra as Fundações Estatais
de Direito Privado no Serviço Público, em particular
na Saúde. “O sucesso das nossas ações
em defesa do nosso Sindicato depende também do empenho
de cada um de nós”, reafirma o ANDES-SN em correspondência
encaminhada as Seções Sindicais.
Os professores da base da ADUFU interessados em participar podem
procurar a Secretaria da entidade (3236-3477) e deixar o nome
e número da Carteira de Identidade, ou passar os dados
pelo e-mail secretaria@adufu.org.br. Importante: os dados devem
ser repassados até as 12h do dia 10/11, para que a lista
possa ser encaminhada à empresa responsável pelo
transporte. A caravana sairá de Uberlândia no dia
10/11 (segunda-feira) por volta de 23h. A previsão para
sair de Brasília é as 18h, do dia 11/11.
A delegação da ADUFU-SS vai se juntar às
caravanas de várias partes do país. A atividade
é promovida por movimentos sociais organizados como CONLUTAS,
Intersindical, CNESF, Frente de Luta contra a Reforma Universitária,
Via Campesina, MTL, ASFOC e o próprio ANDES-SN.
Como participar
da Caravana
Ligue
ou passe e-mail para a ADUFU-SS até as 12h, do dia
10/11.
(34) 3236-3477
secretaria@adufu.org.br
Dados necessários: Nome; nº do documento de
identidade e telefone.
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Atente-se
para os prazos dos benefícios no Plano Unimed/ADUFU-SS
|
ADUFU-SS
e UNIMED acertam renovação de contrato do plano
e reajuste será de 23%. Dependentes esposa(o), filhos ,
inclusive Pais de titulares do plano, que não foram incluídos
na adesão inicial serão aceitos sem carência
até o dia 20/11
No último dia 23/10, a Colegiada Ampliada confirmou
acordo no plano UNIMED/ADUFU-SS.
Os professores aprovaram, com uma abstenção, o reajuste
de 23% no convênio a partir da fatura de novembro de 2008,
com reflexos de desconto no bolso do professor em dezembro. Vale
ressaltar que o último reajuste ocorreu há cerca
de 4 anos.
A comissão de negociação conseguiu vários
benefícios para todos participantes do plano, como por
exemplo incluir os serviços da UNIMED LAR e TRANSPORTE
AEROMÉDICO a partir de 1º/11/2008, para todos os clientes
dos contratos com a ADUFU-SS. Mas atente-se para
os prazos:
* Liberação de carências para os interessados
em migrar da acomodação enfermaria para apartamento
até 30/11/2008, tendo estes a obrigatoriedade de permanecer
na acomodação apartamento por um período
de 12 meses.
* Liberação
de carência até 20/11/2008 para
inclusão de dependentes esposa(o), filhos, inclusive Pais
que não foram incluídos na adesão inicial.
No caso dos Pais dos titulares, esses deverão passar por
entrevista qualificada, ficando a critério da UNIMED a
aceitação destas inclusões. Vale ressaltar
que essa inclusão de Pais é para o Plano Local.
O Plano Nacional não aceita esse tipo de inclusão.
A opção para quem tem os pais residindo em outra
localidade é a “extensão” para atendimento
na cidade de residência. Informe-se com ADUFU-SS pelo telefone
3236-3477, ramal 22.
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| Presidente
do ANDES-SN critica práticas do Proifes durante debate |
A
Associação de Docentes da Universidade Federal do
Ceará (ADUFC) realizou no mês passado (22/10) , no
auditório da Reitoria da UFC, o Debate sobre os Rumos do
Movimento Docente. Os professores Ciro Correia, Presidente do Sindicato
Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior
(ANDES-SN) e Eduardo Rolim, vice-presidente do Fórum
de Professores das Instituições Federais de Ensino
Superior (Proifes - Sindicato) pontuaram suas posições
em relação à criação do recente
sindicato, o Proifes, que congrega os professores das instituições
federais de Ensino Superior. A mediação do debate
foi feita pelo presidente da ADUFC, Professor Estevão Arcanjo.
O compromisso de defender a universalização da educação
gratuita e de qualidade como direito de todos e obrigação
do Estado, o padrão de qualidade, os direitos dos docentes
e condições dignas de carreira e de trabalho nas instituições
públicas e privadas, assumidos pelo ANDES-SN em contraposição
à proposta de se ocupar apenas de um dos setores do Ensino
Superior, conforme apresentada pelo Proifes, permeou as diferentes
questões trazidas ao debate.
Registro
sindical - Por meio de uma apresentação em
data-show e distribuição de documentos que comprovam
as informações prestadas - entre eles, a certidão
do STF de 1995, que atesta ter sido transitado em julgado, com resultado
favorável ao ANDES-SN, o processo referente às ações
que questionaram a legitimidade da sua constituição
e a concessão da Certidão de Registro Sindical, emitida
pelo Ministério do Trabalho e Emprego - MTE em 1990 -, o
presidente do ANDES-SN resumiu os 30 anos de história de
luta da entidade e narrou todo o processo de ataque sofrido pelo
ANDES, que resultou na suspensão arbitrária do seu
registro sindical, sucedido pelo incentivo do governo à criação
do Proifes. “Esse governo quer destruir as entidades que não
consegue cooptar, e, por isso, tem investido contra o ANDES-SN”,
explicou.
Eduardo Rolim refutou a apresentação, acusando o presidente
do ANDES-SN de omitir informações sobre duas ações
judiciais perdidas. Ciro argumentou que, na sua fala inicial, optou
por dar ênfase à forma arbitrária pela qual
o registro sindical do ANDES-SN foi suspenso, à revelia das
vitórias obtidas nas decisões do STJ e STF nos anos
90 e sem nenhuma nova motivação que não fosse
política: a de silenciar um dos sindicatos mais combativos
e independentes do país.
O vice-presidente do Proifes contestou também a afirmação
de Ciro de que mais de 200 docentes foram impedidos de entrar na
assembléia de tentativa de criação do sindicato
nacional do Proifes, realizada em 6/9, na sede da CUT, em São
Paulo. Conforme Rolim, o número de professores no local não
era superior a 70. Ciro exibiu, então, fotos tiradas na frente
da sede da central que mostravam não só o grande número
de docentes, mas também o cordão de “seguranças”
obstruindo a entrada e a truculência com que a CUT agiu para
impedir a participação na assembléia.
“As fotografias exibindo um batalhão de seguranças
na porta da CUT me chamaram muito a atenção. Essa
atitude do Proifes cria uma situação, no mínimo,
inusitada e perigosa, porque nos faz lembrar de tempos obscuros
quando métodos nada louváveis eram utilizados para
impedir o exercício da democracia”, afirmou o professor
Pedro Humberto da Silva, que, como ele mesmo declara, pertence à
extinta classe dos professores de 1º e 2º graus da UFC.
Acordos
salariais - O vice-presidente do Proifes disse que a entidade
surgiu da necessidade de os docentes das universidades federais
negociarem acordos salariais para a categoria. Segundo ele, o ANDES-SN
só apresenta ao governo propostas impossíveis de serem
cumpridas e que, por isto, são refutadas imediatamente. Para
o dirigente, o Proifes dá trabalho ao governo porque negocia
até o fim propostas factíveis. “A platéia
não reagiu nada bem quando o debatedor disse que cada professor
já pode sentir no bolso o benefício dos acordos negociados
pelo Proifes”, relatou a professora da UFC e ex-dirigente
do ANDES-SN, Tânia Batista, que estava na platéia.
O presidente do ANDES-SN esclareceu que a entidade não aceitou
assinar o acordo proposto pelo governo porque as assembléias
de base assim o determinaram. E lembrou que, em um sindicato democrático,
são as bases que determinam o direcionamento que seus dirigentes
devem tomar em cada situação. Ciro argumentou também
que um reajuste médio ao redor de 10%, para uma categoria
que acumula perdas na casa dos três dígitos, não
é nada razoável; que os menores percentuais de reajuste
são para os docentes em início de carreira; o que
é um desestímulo ao ingresso; que o aumento do percentual
geral das gratificações em relação ao
vencimento básico e o fato de o incremento pela titulação
ter sido transformado em uma gratificação são
distorções graves, argumentos com os quais muitos
dos presentes concordaram.
Fundações
de Apoio - Outro ponto de discórdia entre os dois
debatedores foi a atuação das fundações
ditas de apoio dentro universidades públicas. O vice-presidente
do Proifes disse não ser contrário a essa atuação.
Para ele, as fundações são necessárias
porque as universidades não têm a autonomia necessária
para gerir seus recursos.
Para o presidente do ANDES-SN, ao contrário, as fundações
privadas são extremamente prejudiciais às universidades
públicas porque sugam seus recursos e sua infra-estrutura,
além de desviar ou cooptar docentes e técnicos para
atividades que não são acadêmicas. “A
série de escândalos envolvendo as fundações
de apoio neste último ano comprovam as denúncias que
o ANDES-SN vem fazendo há anos”.
Conforme Ciro, as universidades têm condições
de gerir seus recursos sem precisar utilizar o mecanismo das fundações
privadas, desde que devidamente fortalecidas nas suas administrações
e departamentos financeiros. “Por isso, é necessário
lutar para que entidades privadas que se aproveitam da estrutura
pública sejam extirpadas nas instituições de
Ensino Superior.
Democracia
interna - A falta de democracia praticada pela direção
da ADUFC foi contestada durante o debate por docentes pertencentes
ao núcleo da corrente ANDES-AD do Ceará. O grupo lançou
uma nota de protesto contra a decisão da seção
sindical de não convocar assembléia para eleger delegados
para participarem do 3º Congresso Extraordinário do
ANDES-SN, em Brasília, de 19 a 22 de setembro.
“Em apenas 24 horas, nós coletamos mais de 200 assinaturas
de professores pedindo a convocação de assembléia,
mas a diretoria da seção sindical não nos atendeu
e nos impediu de participar do Congresso. Isso é inaceitável
em uma democracia”, argumentou a Professora Tânia Batista.
O presidente do ANDES-SN refutou veementemente a atitude, enquanto
o vice-presidente do Proifes se esquivou de comentar o assunto.
Apoio
Financeiro aos Estudantes - Um dos momentos de maior tensão
foi quando Rolim repetiu as acusações que o Proifes
vem fazendo sistematicamente contra o ANDES-SN de que o Sindicato,
durante o 52º CONAD, realizado em São Luiz (MA), em
julho de 2007, teria aprovado a liberação de R$ 450
mil para financiar a ocupação de reitorias pelo movimento
estudantil.
O presidente do ANDES-SN reagiu imediatamente, dizendo que o colega
faltava com a verdade. Ciro Correia reafirmou os termos do documento
que a professora Maria do Céu distribuiu, contendo a resolução
aprovada no CONAD e a prestação de contas do Sindicato
para comprovar que o dinheiro foi destinado às atividades
de mobilização realizadas pelo ANDES-SN entre agosto
de 2007 e janeiro de 2008. “O ANDES-SN vai interpelar judicialmente
o Professor Eduardo, que está faltando com a verdade ao fazer
uma acusação descabida de qualquer fundamento e já
bastante recorrente”, disse.
Saldo
final - O Professor Pedro Humberto avaliou positivamente
o debate, mas observou que a sua divulgação deveria
ter sido maior, já que estavam presentes apenas 50 pessoas.
“O debate foi muito bom, bastante esclarecedor. Mas quem precisava
ouvir, não participou. Os professores que estavam ali já
têm sua opinião formada. Esse tipo de debate tem que
ocorrer, faz muita falta no movimento docente, mas é necessário
que seja amplamente divulgado, e a diretoria da ADUFC não
dá a devida publicidade às ações que
envolvem o ANDES-SN”.
Fonte:
ANDES-SN e ADUFC
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| Carta
pela liberdade sindical já foi entregue à maioria
dos parlamentares |
Na semana passada, a Comissão Nacional de
Mobilização – CNM, do ANDES-SN entregou a 357
deputados federais a carta Em defesa da liberdade e da autonomia
sindical. A entrega do documento é parte da estratégia
de defesa do Sindicato Nacional deliberada pelo III Congresso Extraordinário,
realizado em agosto. Esta semana, a CNM deverá entregar a
carta aos parlamentares que ainda não a receberam. De acordo
com o relato dos plantonistas da Comissão, a recepção
dos parlamentares e assessores tem sido positiva.
A atuação sindical no parlamento coloca a defesa do
ANDES-SN na pauta dos parlamentares, levando a estas autoridades
a ameaça de enfraquecimento do ANDES-SN e da luta pela universidade
pública, gratuita e de boa qualidade. Os membros da CNM também
têm informado aos parlamentares que a suspensão do
registro sindical é uma manobra política do governo
que não se sustenta em nenhuma decisão judicial.
A direção do Sindicato Nacional também vem
buscando ampliar a rede de apoio no movimento sindical. Além
disso, a entidade também tem recebido várias manifestações
de apoio espontâneas, tanto de entidades brasileiras como
de outros países da América Latina. Essa mobilização
política culminará com o Ato Público em Defesa
da Liberdade de Organização e Autonomia Sindical,
em Brasília, no próximo dia 11.
A manifestação será mais uma forma de pressionar
o governo a rever a suspensão do registro sindical e está
sendo organizada em conjunto com a CONLUTAS, Intersindical, Coordenação
Nacional dos Servidores Públicos Federais - CNESF, Frente
de Luta contra a Reforma Universitária, Via Campesina, Movimento
Terra, Trabalho e Liberdade - MTL e Associação dos
Servidores da Fundação Oswaldo Cruz - ASFOC.
Além da defesa do ANDES-SN, a mobilização defenderá
os serviços públicos e os direitos sociais dos estudantes
e trabalhadores da cidade e do campo; o fim da criminalização
dos movimentos sociais e reafirmará a posição
das entidades contra as fundações estatais de direito
privado no serviço público, em particular na Saúde.
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Etnia, Gênero e Classe
O ANDES-SN realiza em Brasília, nos dias 20 e 21/11 uma reunião
do Grupo de Trabalho Etnia, Gênero e Classe (GTEGC). Na pauta:
Informes; atualização do Plano de Lutas do GT visando
ao 28º CONGRESSO do ANDES-SN e outros assuntos.
Etnia,
Gênero e Classe 2
Em Uberlândia, o GT local continua o trabalho de preparação
do evento que vai marcar o “Dia Internacional Contra a Violência
à Mulher”, comemorado em 25/11. Na cidade, o GT escolheu
a data de 29/11 para realizar durante todo o dia várias atividades
no Campus Santa Mônica da UFU, entre elas, debates, oficinas,
projeção de filmes. O GT se reúne todas as
quartas-feiras, às 17 horas, na sede da ADUFU-SS e está
aberto à participação de interessados em somarem
na construção da atividade. Aguarde mais detalhes
nas próximas edições do Informativo.
Defesa
do ANDES-SN
A Comissão Nacional de Mobilização do ANDES-SN
vem somando esforços com a Direção Nacional
do Sindicato e tem realizado várias frentes de trabalho na
defesa do Sindicato Nacional. Uma delas é visita aos gabinetes
dos Deputados Federais em Brasília. Vários documentos
estão sendo entregues aos representantes do Legislativo Federal.
O trabalho é para que o mais rápido possível
os 503 deputados recebam o material do ANDES-SN.
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|
ARTIGO
Saco cheio, violência e apatia |
Prof. Antonio Bosco de
Lima
Faculdade de Educação da UFU
Primeira
década do terceiro milênio. Todos os humanos devem
ficar enaltecidos ao estarmos vivos e presentes no terceiro século.
O Século XXI. Os avanços tecnológicos contribuem
para melhorias em todos os setores da vida humana e animal. São
recursos que a humanidade construiu, mas de que nem todos, ainda,
fazem usufruto.
Temos uma média de um aparelho de televisor por família;
automóveis são bens cada vez mais populares; viagens
aéreas não são mais inacessíveis; em
breve computadores mais acessíveis. A propaganda nos ajuda
a consumir mais, melhor nem tanto. Mas temos informações
suficientes para fazermos escolhas; quiçá tenhamos
formação suficiente para fazermos “a escolha”.
Entretanto, num mundo “pós-moderno” ainda enfrentamos
mazelas que parecem ser insuperáveis, por fragilidade do
Estado ou por incapacidade da sociedade. Estão relacionadas
à saúde, à segurança e à educação,
setores das políticas sociais que sofrem abandono e precarização.
Na educação a modernidade chegou para poucos. Ao ensino
cada vez mais defasado e escola cada vez mais sucateada, soma-se
a formação precarizada e salários aviltantes.
Mas não é só isso: a mídia instigada
pelos órgãos governamentais busca argumentos que ora
atacam os professores como responsáveis pelas mazelas, ora
as famílias, ora os alunos. É o caso de um recente
episódio, entre os vários televisionados e escritos,
que ocorreu em uma escola pública do Distrito Federal.
Uma professora é acusada de instigar seus alunos (ela trabalha
com uma classe de 28 alunos na faixa etária dos 5 anos de
idade) a darem uma sova em um coleguinha “briguento”.
Em meio a um círculo o aluno foi disciplinado. Ao chegar
em casa relatou para a mãe, que denunciou a professora instigante,
sendo a mesma afastada da escola. Parece estar resolvida a situação.
Aluno disciplinado e professora punida.
Esse fato nos deixa alguns elementos para análise: em momento
algum a reportagem, a mãe, ou outro ser vivo pensante questionam
as condições de trabalho dos professores. Nem vamos
tocar em questão salarial; fiquemos somente na relação
professor-aluno, 28 alunos de 5 anos de idade é uma condição
saudável, educativa, de relação ensino-aprendizagem?
São questões como essa que levam ao abandono da profissão
docente. Segundo dados governamentais faltam cerca de 700 mil professores
na Educação Básica. Egressos do Ensino Médio
fogem das licenciaturas; o governo aligeira a profissão e
as Instituições de Ensino Superior, como válvula
de escape ao descabimento e suportamento das relações
em sala de aula. Inventam a "Semana do saco cheio”.
Notem, não é o saco do Papai Noel, ou o saco da figura
fabulosa para intimidar as crianças (homem do saco preto).
Não se trata do “receptáculo de papel, pano,
couro ou material plástico, oblongo, aberto em cima e fechado
no fundo e nos lados”. Trata-se do chulo, do vulgar, do “encher
o saco”, do “enfastiado”, do “aborrecido”,
“amolado”, “chateado”.
Enfim, a tão propalada e já oficializada “Semana
do Saco Cheio” já está presente, no mês
de outubro, no Calendário Escolar, tanto da Educação
Básica quanto da Educação Superior. Isto é
uma das violências pela qual perpassa a escola. Aceitar a
"Semana de saco cheio” é assinar a nossa incapacidade.
É assumirmos a culpa pelas falências das aulas chatas;
é assumir de forma apática a relação
do número crescente e antipedagógico de alunos em
sala de aula; é assumirmos a culpa pela lástima em
que se encontra a educação.
A educação deve ser tratada com seriedade. Todos somos
responsáveis pelo seu sucesso ou fracasso: discentes, responsáveis
por alunos, professores e governantes. Quem assume a educação
como projeto de vida pensa a educação e um projeto
para ela, de presente e futuro, de alicerce para um país.
Um Brasil, que de fato, seja para todos. Caso contrário,
em breve teremos oficializado o "Mês do saco cheio”.
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|
UNIMED
- 3236-3477
Informações na ADUFU-SS |
| |
Academia
Villa Athlética - 3224-6334
10% de desconto. |
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Colégio
Kepler - 3219-4041
30% de desconto. |
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| Auto-Escola
Aliança - 3232-4537
20%
de desconto. |
| |
Ótica
Olho Vivo- 3231-7348
Rua Tenente Virmondes, 534
20% desconto |
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