ASSEMBLÉIA GERAL DA ADUFU-SS
Dia: 4/12/08 (quinta-feira) - Horário: 17h
Local: Sede da ADUFU-SS

Pauta: 1) Informes; 2) Debate das Teses do 28º Congresso do ANDES-SN; 3)Eleição de Delegados ao 28º Congresso do ANDES-SN; 4) Avaliação do Texto contra o Imposto Sindical; 5)Campanha Salarial 2009..


EDIÇÃO 321| Uberlândia, 19 de Novembro de 2008
Nesta Edição ...

Mais de 2,5 mil pessoas em defesa do ANDES-SN e da liberdade sindical;

AG discute Campanha Salarial 2009 e Imposto Sindical;

Crise do capitalismo intensificará ataque ao sindicalismo independente;

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  Mais de 2,5 mil pessoas em defesa do ANDES-SN e da liberdade sindical

Fotos: Djalma Dias

Ministério do Trabalho apresentará proposta para solucionar suspensão do registro sindical do ANDES-SN

A cidade de Brasília, Capital Federal do País, se transformou na semana passada (11/11) em um palco de manifestação em defesa da Liberdade de Organização e Autonomia Sindical e pela regularização imediata do registro Sindical do ANDES-SN.

Sob chuva constante que caía na cidade, mais de 2,5 mil pessoas, vindas em caravanas de todo o pais, abraçaram a causa e marcharam pelas ruas. Após concentração em frente ao prédio do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), a passeata seguiu em direção ao Ministério do Trabalho.

A direção do ANDES-SN considerou a atividade muito positiva, uma vez que antes mesmo do término das manifestações algumas conquistas foram alcan-çadas como as audiências como ministro do Trabalho, Carlos Lupi, com a coordenadora-geral de Carreiras da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento - MP, Maria Lúcia Felix Silva, além de dois assessores, e o estabelecimento de uma Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade Sindical.

O presidente do ANDES-SN, Prof. Ciro Correia, reafirmou que as reuniões foram conquistas da militância aguerrida que, mesmo com as condições climáticas desfavoráveis, não se furtou à luta em defesa da liberdade de organização sindical.

Profa. Solange Bretas, Diretora do ANDES-SN

A Secretária Geral do ANDES-SN, Profa. Solange Bretas, se mostrou otimista com o resultado do Ato Público. “A nossa avaliação é que as atividades foram extremamente positivas. Nós esperávamos cerca de 1200 apoiadores e tivemos a participação de 2,5 mil pessoas aqui e apoiando o ANDES-SN”, disse ela. Para as próximas ações o Sindicato está indicando que as secretarias regionais e as seções sindicais convoquem reuniões para avaliar o Ato e desenvolver um processo de interlocução com senadores e deputados federais e estaduais, partidos políticos e lideranças partidárias. “Nossa intenção é pressionar os Ministros Paulo Bernardo e Carlos Lupi para resolução das questões que lhes têm sido apresentadas pelos servidores, em particular a regularização do Registro Sindical do ANDES-SN, emblemático do ataque que tem sido desferido ao preceito constitucional da liberdade e da autonomia sindical em nosso país”, completou a Professora Solange Bretas, em ofício encaminhado às Seções Sindicais.

Profa Gislene Amaral, Prof. Antônio Carlos Freire Sampaio (UFMT) e Profa. Adriany de Ávila Melo, componentes da delegação da ADUFU-SS, em frente à portaria do MPOG

Uberlândia - A delegação de Uberlândia foi composta por 24 pessoas, sendo 4 professores da UFU: Adriany de Ávila Melo e Gislene Amaral (Diretoria ADUFU-SS) e Antônio Cláudio (base da ADUFU-SS). A delegação foi composta também pelo Prof. Antônio Carlos Frei Freire Sampaio (UFMT) e 20 estudantes da UFU e da UFG (Campus Catalão).

Reunião no MPOG - Depois de ter se negado a receber uma comissão de representantes das entidades organizadoras do Ato Público, representantes do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) voltaram atrás. A comissão que chegou ao Ministério às 10 horas, foi informada de que a audiência com o Ministro Paulo Bernardes, solicitada em carta protocolada no órgão no dia 6/11, não iria acontecer. Os funcionários do Ministério alegaram que o ministro estava em Roma e que nenhum outro funcionário poderia receber o grupo. Poucas horas depois, em contato telefônico com membros da comissão, representantes do MPOG se desculparam, se prontificaram a se reunir com os organizadores e repassar suas reivindicações ao ministro.

Segundo o 1º vice-presidente do ANDES-SN, Antônio Lisboa, a comissão foi recebida pela Coordenadora-Geral de Carreiras da Secretaria de Recursos Humanos - SRH do MPOG, Maria Lúcia Felix Silva, e por dois assessores da pasta, Charles Moura Alves e Cláudio Ribeiro, este último o coordenador de negociação sindical da SRH-MP. Lisboa explicou aos três as dificuldades enfrentadas pelo ANDES-SN em função da suspensão do seu registro sindical, agravadas com a edição da Portaria nº 1 do MP, que exige a comprovação do registro para repasse das consignações.

O dirigente enfatizou a necessidade do restabe-lecimento das negociações entre o Ministério e as entidades, especialmente as que não assinaram os acordos salariais propostos pelo governo em 2007 e que, por isso, estavam impedidas até mesmo de participar das discussões sobre carreira, como é o caso do próprio ANDES-SN.

Manifestantes, após passeata, se concentram na porta do Ministério do Trabalho

Os representantes da SRH-MP disseram que estariam abertos ao diálogo, que não tinham como desconhecer o ANDES-SN como entidade representativa dos docentes, e que, quanto à questão das consignações, estavam fazendo o possível para encaminhar a regularização de todas as seções sindicais que haviam pleiteado o recadastramento como associações. Segundo eles, não existe diferença de tratamento entre sindicatos e associações, no que tange a esse ponto. O representante do ANDES-SN discordou. “Esta é a nossa principal divergência com o Ministério e, por isso, insistimos para que as seções sejam recadastradas como sindi-catos, e não como associações, em função do fato de termos o registro sindical formal e legitimamente reconhecido pela Justiça e pela própria categoria”. Os represen-tantes do MP se comprometeram a repassar as reivindicações ao secretário da pasta de RH, enquanto aguardam que as entidades ali representadas possam protocolar proposta de pauta e justificativas sobre a necessidade de retomada das negociações sobre carreira e salário.

Audiência no Ministéro do Trabalho - Outro ponto positivo da atividade em Brasília foi a manifestação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que vai apresentar, nos próximos dias, uma proposta de solução para o problema da suspensão do registro sindical do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN. A promessa foi feita pelo Ministro Carlos Lupi, quando este recebeu em seu gabinete uma comissão formada por membros do sindicato docente e de outras entidades organizadoras do Ato Público.

A proposta para solucionar a questão dever ser apresentada em uma reunião com o secretário de Relações do Trabalho do MTE, Luiz Antônio de Medeiros, marcada para o dia 19/11.

O presidente do ANDES-SN iniciou a audiência com o Ministro Carlos Lupi destacando a importância do Ato Público realizado concomitantemente. “Este ato é organizado por um conjunto de entidades que lutam por liberdade sindical, mas que estão aqui, em particular, para nos apoiar na busca de uma solução para o problema do registro sindical do ANDES-SN”, afirmou.

Ciro Correia entregou ao ministro uma carta reivindicando a continuidade da interlocução com o governo e também a publicação contendo a compilação das centenas de apoios, nacionais e internacionais, recebidos pelo sindicato docente. “Não é admissível,em um país democrático, que uma entidade legal, reconhecida e atestada como tal, seja impedida de representar a categoria que a criou e a defende”, afirmou.

O ministro disse que o respeito às várias e diferentes visões sindicais faz parte do processo democrático e que condena a discriminação de qualquer entidade. “O ANDES-SN possui uma legitimidade construída há muitos anos. Isso é fato. É direito. Não há o que discutir. Nós precisamos encontrar um mecanismo para dar legalidade a essa entidade”, disse o ministro, em um tom de voz elevado para se fazer ouvir em meio ao som do apitaço realizado na rua, mas que invadia o gabinete.

Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, com material entregue pelo ANDES-SN

Carlos Lupi frisou que, apesar da suspensão do registro sindical do ANDES-SN não ter ocorrido em seu mandato, vai empreender todos os esforços para sanar o problema. “A solução para este caso é política. Não podemos, por um ato burocrático, tirar a representatividade de um ou outro setor. Vamos solucionar o problema com bom senso. Temos que encontrar um caminho que possibilite respeitar a representatividade de cada entidade, e depois cada trabalhador que decida por quem quer ser representado”, resumiu. Uma das entidades organizadoras, o ANDES-SN, é uma das que mais têm sido atingidas com os ataques do governo. O sindicato teve seu registro sindical suspenso arbitrariamente, em 2003, por ato administrativo do Ministério do Trabalho e Emprego, à revelia de decisões transitadas em julgado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhecem a entidade como legítimo sindicato de todos os docentes das universidades brasileiras.

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  AG discute Campanha Salarial 2009 e Imposto Sindical


Proposta é deflagrar uma campanha contra o Imposto Sindical

ASSEMBLÉIA GERAL DA ADUFU-SS

Dia: 4/12/08 (quinta-feira)
Horário: 17h
Local: Sede da ADUFU-SS
Pauta:
1) Informes;
2) Debate das Teses do 28º Congresso do ANDES-SN;
3) Eleição de Delegados ao 28º Congresso do ANDES-SN;
4) Avaliação do Texto contra o Imposto Sindical;
5) Campanha Salarial 2009.

A Assembléia Geral da ADUFU-SS, realizada na semana passada (13/11), discutiu o Imposto Sindical que voltará a ser descontado dos Servidores Públicos em março de 2009. A reunião foi considerada muito provei-tosa. Vários professores fizeram intervenções salientando, por exemplo, a imposição do desconto do imposto sindical e a necessidade de se lutar contra isso. Sobre a questão salarial foi ressaltado, por exemplo, que é preciso corrigir as distorções salariais e que a proposta do governo para 2009 e 2010 está aquém da recomposição salarial. Foi lembrando também que o ANDES-SN não assinou nenhum acordo com o governo, respaldado pelas deliberações das Assembléias Gerais das Seções Sindicais, durante negociações em 2007.

A AG deliberou por criar uma comissão para organizar uma campanha contra o Imposto Sindical. A comissão composta pelos Professores Teodulo A. C. Vasconcelos, Paulo Gomes, Luiz Caetano de Salles, Eugênio Antônio de Paula e Carlos Henrique de Oliveira (Caju) que terão a responsabilidade de elaborar um texto sobre o assunto para ser apreciado na próxima assembléia.

Outra proposta da AG foi no sentido de construir um Dia Nacional contra o Imposto Sindical. A provável data seria 30 de março de 2009. Outra solicitação da assembléia é a de encaminhar ao ANDES-SN o pedido para que a reunião do Setor das Federais pautasse a discussão do Imposto Sindical.

Próxima Assembléia – A AG também definiu a data da próxima Assembléia que será realizada em 4/12/08, às 17 horas, na sede da ADUFU-SS. Na pauta que deverá ser confirmada em breve, estão garantidas a discussão das teses do 28º Congresso do ANDES-SN e a eleição de delegados da ADUFU-SS ao evento (a ser realizado de 10 a 15/2/09 em Pelotas (RS); a avaliação do texto sobre Imposto Sindical, preparado pela Comissão e a discussão da Campanha Salarial 2009.

Debate de Conjuntura - A 4ª edição do Debate de Conjuntura da ADUFU-SS foi um sucesso. A atividade que reuniu os professores no dia 14/11, no Anfiteatro do Bloco X, de 9 às 21h, fez uma análise da atual conjuntura discutindo A Crise Financeira Global e o Brasil: Impactos Sobre o Mundo do Trabalho e o Movimento Sindical. O evento contou com a participação dos debatedores Paulo Gomes e Vanessa Petrelli Corrêa, ambos professores do Instituto de Economia da UFU. A mediação ficou a cargo do Diretor da ADUFU-SS, Prof. Teodulo A. C. Vasconcelos. Maiores informações nas próximas edições.

Boteco da ADUFU-SS – Outro momento de confraternização foi o Boteco da ADUFU-SS também realizado no dia 14/11, após as 21h, na sede da entidade. Um momento descontraído, que serviu para que os professores pudessem se reunir e conversar. Na próxima edição fotos do evento.

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Crise do capitalismo intensificará ataque ao sindicalismo independente

“Se corrigíssemos os salários pagos em 1995 utilizando os índices oficiais da inflação, medidos pelo IPCA, e as perdas vindas das mudanças no Plano de Carreira, um professor assistente estaria recebendo R$ 7,9 mil, enquanto o adjunto I receberia R$ 13,8 mil mensais. No entanto, a realidade é bem diferente."

A crise de superprodução, apresentada como uma crise imobiliária, tendo como epicentro os EUA, vem ganhando espaço na imprensa mundial à medida que seus efeitos se intensificam. Nas últimas semanas, Estados Unidos e outros países da Europa anunciaram pacotes de ajuda aos bancos que, juntos, somam mais de dois trilhões de dólares.

No Brasil, o Governo Lula também vem liberando dinheiro para salvar pequenos bancos da falência, além de começar a vender dólares das reservas cambiais. No mês passado divulgou a medida provisória que autoriza o Banco Central do Brasil a comprar diretamente a carteira de crédito de bancos comerciais e, ao mesmo tempo, autorizou o Banco do Brasil e a Caixa Econômica a comprarem papéis podres desses bancos, ou seja, a aplicar dinheiro público no sistema privado.

Esse grande volume de capital fictício na economia mundial e as possibilidades da eclosão da crise já tinham sido objeto de alertas do ANDES-SN em sua análise de conjuntura apresentada nos últimos congressos e CONADs. O economista José Menezes Gomes, professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e ex-3º tesoureiro do ANDES-SN, faz várias críticas à ação dos governos e afirma: “a MP do Lula é simplesmente um instrumento para salvar banqueiros da falência à custa da classe trabalhadora”.

Menezes lembra que, nos últimos 14 anos, praticamente nenhuma categoria conseguiu neutralizar as perdas salariais ocasionadas pela inflação – acumulada em 246%, de acordo com o IBGE. “Nesse mesmo período, os bancos tiveram um lucro de cerca de 1200%, ou seja, foi o setor que mais ganhou. Curiosamente, os lucros não foram repartidos com os trabalhadores, mas os prejuízos, sim”.

Enquanto os juros altos praticados por FHC e Lula asseguraram esses gigantescos lucros dos rentistas, os salários dos trabalhadores tiveram um profundo arrocho, especialmente pela extinção da política salarial. Os trabalhadores, que tiveram seu poder de compra reduzido, acabaram recorrendo a empréstimos junto a esses mesmos bancos. Além de pagarem cada vez mais impostos e receberem cada vez menos serviços públicos, os trabalhadores ainda poderão ser mais penalizados com essa operação de salvamento.

Menezes exemplifica sua afirmação utilizando como parâmetro os salários dos docentes das instituições federais de ensino superior – IFES. “Se corrigíssemos os salários pagos em 1995 utilizando os índices oficiais da inflação, medidos pelo IPCA, e as perdas vindas das mudanças no Plano de Carreira, um professor assistente estaria recebendo R$ 7,9 mil, enquanto o adjunto I receberia R$ 13,8 mil mensais. No entanto, a realidade é bem diferente”, afirma.

Para ele, os números são uma forma de mostrar que, nos últimos anos, os gastos públicos foram orientados para os interesses dos rentistas (banqueiros e fundos de pensão). “O arrocho salarial se constituiu no fator fundamental para restabelecer a taxa de lucro em escala mundial que estava em queda desde os anos 80”, explica.

Trabalhadores pagam a conta do superávit primário - Somente o Governo Lula já pagou R$ 851 bilhões de juros aos credores da dívida pública. “Parte desse dinheiro poderia ter sido aplicada no reajuste dos salários dos servidores, de acordo com a inflação. A outra parte poderia ter sido investida nos serviços essenciais – saúde, educação, reforma agrária, segurança etc. No entanto, para manter o superávit primário cada vez mais elevado, esses gastos sociais foram cada vez mais reduzidos, ou seja, os serviços públicos cada vez mais precarizados e os salários dos servidores cada vez mais arrochados”.

Menezes ressalta: “durante a fase dos grandes ganhos, ninguém falou em dividi-los com os trabalhadores, mas na hora em que a crise avança, o Governo Lula propõe uma medida provisória para salvar os bancos, a exemplo do que foi feito nos Estados Unidos e outros países da Europa. Para mim, essa é a questão fundamental dessa crise. A classe trabalhadora tem que se perguntar quem serve o Estado brasileiro”.

Mesmo com essas constantes intervenções as bolsas mundiais já perderam mais US$ 10,5 trilhões em 2008. “Nos últimos cinco meses, o IBOVESPA – índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa e o valor de mercado das companhias no pregão paulista, já encolheu mais de R$ 1 trilhão. Só para se ter idéia do tombo, a perda representa pouco menos da metade do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2007.

Direitos cada vez mais atacados - O economista afirma que além das medidas já anunciadas, o Governo Lula deverá avançar as reformas sindical – o que já tem feito, trabalhista, universitária, tributária e da previdência. “Ou seja, fará de tudo para conter os direitos dos trabalhadores, inclusive intensificar os ataques ao sindicalismo combativo”.

Os prejuízos não serão apenas dos servidores públicos, mas também dos trabalhadores da iniciativa privada, que terão que enfrentar desemprego. Menezes dá o exemplo da Fiat e da GM, que recorrerão a férias coletivas para mais de dez mil trabalhadores. “Os bancos e empresas estrangeiros que operam no Brasil tenderão a retirar dinheiro das filiais daqui para remeter às suas matrizes. O setor da construção civil, que foi o grande beneficiário da expansão das bolsas no Brasil, já está tendo perdas”.

Nesse contexto, estão os professores das Instituições Particulares de Ensino Superior – IPES. “Com a valorização dos investimentos nas bolsas de valores, ocasionada pelo otimismo da boa fase, o setor da Educação privada também se expandiu por meio da abertura de capital. Agora, também sentirá o efeito da crise”. Mais uma vez, os docentes pagarão a conta, pois terão que enfrentar ainda mais precarização e até demissões, alerta Menezes.

Fundos de pensão - Outro fato que o economista ressalta é que durante a boa fase do capitalismo, os fundos de pensão passaram a investir nas bolsas de valores, comprando ações. “Somente este ano, já perderam mais de R$ 40 bilhões, o que revela que a proposta de reforma da previdência, de criação da previdência complementar para os servidores públicos é outra ameaça, pois em vez da aposentadoria complementar, os trabalhadores terão que arcar com a perda de parte do dinheiro que foi aplicado”.

Menezes diz que o momento demanda da classe trabalhadora uma grande mobilização que exija um socorro à reforma agrária, à saúde, educação, segurança etc. “Os trabalhadores não podem pagar novamente a conta do ajuste capitalista. É hora de pensarmos numa alternativa. Até agora, o Estado só se interessou em resolver os problemas dos bancos”. Ele afirma que “é hora de juntar todos os trabalhadores que ficaram à margem das políticas neoliberais, em todo o mundo, para construir uma mobilização intercontinental que busque uma saída para a classe trabalhadora”.

Dinheiro que poderia mudar o mundo para melhor - A revista alemã Spiegel Online divulgou o que os R$ 700 bilhões que o governo norte-americano destinou aos bancos poderia pagar. “Este montante, poderia ser utilizado em muitas outras coisas. Eis algumas delas:

- Pagar os salários de 22 milhões de pessoas - os 700 bilhões de dólares seriam suficientes para pagar o salário médio anual a 22 milhões de pessoas nos Estados Unidos. De acordo com o Departamento do Trabalho dos EUA, o pagamento médio por uma semana de trabalho foi de US$ 612 em agosto último;

- Estabelecer cobertura de saúde universal - os EUA poderiam finalmente estabelecer seguro de saúde universal, um objetivo que até agora foi constantemente evitado pelos políticos. O governo poderia financiar até seis anos de seguro de saúde para cada um e todos os cidadãos estadunidenses;

- Combater a pobreza na África durante 10 anos - de acordo com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, o continente precisa de US$ 72 bilhões por ano de ajuda ao desenvolvimento.

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Mais é menos

Prof. Gilberto Vieira
Facudade de Gestão e Negócios, UFU.


Em plena era de informática e da novilíngua criada na rede mundial, não compreendo por que a correspondência escrita está tão distante da fala convencional. Há pessoas que ainda utilizam os tais “V.Sas”, ou “V.Ex.ª”, especialmente no setor público. Será que alguém ainda chama alguém de “Vossa Senhoria”, “Vossa Excelência” ou pior, “Meretíssimo”, ou “Digníssimo”? Faria sentido nos tempos do Barão de Mauá, ou em novela de época. Ou ainda, no tempo em que, segundo Ary Barroso, o Brasil era “lindo e trigueiro”. Atualmente compreendemos que as pessoas são iguais. Ninguém é mais importante, só pelo fato ser empresário, ter nascido em família tradicional, ou ainda por ocupar um cargo público, com salários pagos pelos contribuintes. Ninguém precisa ser tratado por “doutor”, exceto os médicos. Todos podem ser chamados de modo direto, sem adjetivos, ou adereços inúteis, de “Senhor”, ou “Senhora”, Sr. Juiz, Sr. Deputado, Sra. Reitora. Isto é ser pós-moderno. O resto é resquício de uma época em que a divisão em classes sociais e os privilégios começavam pelo tratamento verbal, no corte das casacas e no uso do pince-nez.

E ainda tem o famigerado: “Declaramos para os devidos fins...”, como se alguém pudesse declarar alguma coisa para fins indevidos. Há os que acrescentam: “para quem interessar possa”, como se isso significasse alguma coisa. Há também os que iniciam uma correspondência com os termos “Venho por meio desta...”, como se fosse proibido ir direto ao assunto: “Solicitamos ...”. Outro tipo de vício ocorre no fechamento das correspondências. Bastaria um simples “Atenciosamente”, porém as pessoas colocam frases inteiras: “Sem mais para o momento nos despedimos com votos sinceros de estima e consideração” – Ufa! Alguém sabe para que serve este tipo de frase? E ainda há o uso dos carimbos. Em vez de simplesmente digitar o nome da pessoa e seu cargo, para que a correspondência seja assinada, é comum o uso de um carimbo, com os mesmos dizeres que poderiam ser impressos de forma automática pelo computador.

São fatos que confirmam o atraso em nossa comunicação escrita, resquícios do barroco colonial, com seus floreios e rapapés, especialmente no setor público. Isso ocorre até mesmo nas universidades, que pretendem ser a vanguarda da sociedade, locus de inovação e modernidade. Sua correspondência segue a mesma prática da redação obscura e excesso de mesuras. Como uma instituição pode advogar eficiência e contemporaneidade, se em suas entranhas continua a atuar como se estivesse em pleno Século 19?

A parábola do “soldado-ao-banco”, ilustra bem esta situação: “Certo dia no quartel o comandante solicitou ao soldado que pintasse o banco do jardim. Enquanto o banco secava, destacou um soldado para vigiá-lo. Alguns anos depois eis que chega um novo comandante ao quartel. Pergunta ao sargento por que o soldado está ali, de plantão frente ao banco. Bem, diz o sargento, quando cheguei aqui o soldado já estava ali. E, se estava ali, é por que havia alguma razão. Desde então eu sempre destaquei um soldado para a função”.

É incrível quantos “soldados-ao-banco” ainda temos em nossas instituições. Ninguém sabe por que é feito assim, nem qual sua lógica, mas continuam a fazer porque já a encontraram assim. E, se estava assim, é porque havia algum propósito. Precisamos desmontar estas armadilhas. É necessário simplificar, racionalizar, usando o principio básico da ecologia, menos é mais: menos gestos, menos bajulação, menos pomposidade, menos palavras inúteis.

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Fique por dentro

Agenda para o professor
Em comemoração aos 30 anos da ADUFU-SS completados no ano que vem, a Diretoria Executiva da entidade vai presentear cada um dos seus filiados com uma agenda 2009. O material vai também apresentar um rápido histórico das direções que fizeram parte da entidade desde sua fundação, em 18 de agosto de 1979. Cada professor filiado poderá retirar sua agenda no início de dezembro. Mais informações em breve.

Encontro de Aposentadoria
 O ANDES-SN realiza entre os dias 29 e 30/11, em Belém/PA, o XIII Encontro Nacional sobre Assuntos de Aposentadoria do ANDES-SN. O tema central será “Aposentadoria em tempo de crise”. Na programação estará a discussão de temas como “A crise financeira. O endividamento público. Os impactos na classe trabalhadora”, com os painelistas: Maria Lúcia Fatorelli- Auditoria Cidadã da Dívida e Prof. José Menezez Gomes – UFM. Outro tema desenvolvido será a “Socialização da realidade dos docentes aposentados e o trabalho desenvolvido pelas S.SINDs no que respeita às questões de aposentadoria”.

Encontro de Aposentadoria 2
A Lei nº 11.784/2008 (MP 431) e as decorrências políticas, econômicas e jurídicas também será tema de painel com a Assessoria Jurídica Nacional do ANDES-SN e a Profª Solange Bretas – Diretoria do ANDES-SN. Outro painel do evento será “Para além da aposentação: Questões que afetam a vida dos docentes aposentados e sua politização na perspectiva de inclusão no plano de luta do sindicato”. Os painelistas serão os professores da Diretoria do ANDES-SN Evenildo Bezerra de Melo e Fernando Molinos Pires Filho. O evento também terá o trabalho em grupos com vistas a identificação de questões que representam ataques aos direitos de aposentadoria e aos aposentados e a apresentação do trabalho dos grupos e consolidação de proposta de pauta para esse campo da luta sindical.
 
Atuação no Congresso Nacional
A jornada de lutas em defesa do ANDES-SN, aprovada no III Congresso Extraordinário, surtiu mais um efeito positivo. No dia 12/11, o presidente do Sindicato Nacional, Prof. Ciro Correia,falou na sessão deliberativa da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público – CTASP, da Câmara dos Deputados. Ciro relatou o histórico de contestações ao registro sindical e sua suspensão arbitrária pelo Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, e pediu o apoio dos parlamentares junto ao MTE e Ministério do Planejamento.

Atuação no Congresso Nacional 2
Após a exposição, vários parlamentares membros da CTASP manifestaram-se em apoio ao ANDES-SN. Eles aprovaram, por unanimidade, a sugestão do Deputado Paulo Rocha (PT-PA) para que seja formada uma comissão de parlamentares em apoio ao ANDES-SN. A comissão fará a intermediação entre o Sindicato, o MTE e o Ministério do Planejamento, e sua composição deverá ser definida nos próximos dias. Em entrevista a imprensa do ANDES-SN, o Prof. Fernando Molinos, 1º vice-presidente da Regional Rio Grande do Sul disse que: “O importante é que teremos o apoio desses parlamentares em nossa negociação com o governo para o restabelecimento do registro sindical do ANDES-SN, suspenso de forma arbitrária, imotivada e ilegal pelo MTE”. Além dele, também participaram da sessão na CTASP os professores Josevaldo Pessoa da Cunha e Emerson Araújo, membros da força-tarefa constituída no III Congresso Extraordinário.

Audiência no Ministério do Trabalho
Representantes do Sindicato Nacional se reunirão com o secretário de Relações de Trabalho do MTE, Luiz Antônio de Medeiros, na próxima quarta-feira (19/11). A audiência foi marcada na última terça-feira (11/11) por sugestão do Ministro Carlos Lupi, que recebeu uma comissão do ANDES-SN durante o Ato Público em Defesa da Liberdade de Organização e Autonomia Sindical. Medeiros afirmou que apresentará ao Sindicato propostas de resolução do problema criado pelo MTE em relação ao seu registro sindical. Lupi se comprometeu a receber, em outra audiência, os representantes da entidade para homologar o acordo que for feito.

Restabelecimento do Registro
Pouco a pouco, a luta do ANDES-SN pelo restabelecimento do seu registro sindical ganha espaço e começa a surtir efeitos positivos. Além do apoio de centenas de entidades sindicais nacionais e internacionais e de movimentos sociais, a diretoria do Sindicato tem insistido no diálogo com instâncias governamentais, legislativas e jurídicas para resolver o impasse criado pelo MTE e Ministério do Planejamento. Para Ciro, a força demonstrada pelos docentes e trabalhadores que apoiaram o Sindicato Nacional, principalmente durante o Ato Público, tem sido fundamental para que os representantes do governo conversem com os representantes do ANDES-SN.

28º Congresso do ANDES-SN
O ANDES-SN realiza no ano que vem, de 10 a 15 de fevereiro de 2009, o 28º Congresso do Sindicato. A próxima edição será realizada na cidade de Pelotas(RS), sob a organização da ADUFPel Seção Sindical é terá como tema central “Resistir e Avançar: A Defesa do ANDES-SN, da Universidade Pública e dos Diretos dos Trabalhadores”. As contribuições das seções sindicais e dos sindicalizados para o Caderno de Textos se encerraram no dia 14/11. As contribuições que chegarem à sede do ANDES-SN no período de 15 de novembro a 15 de dezembro de 2008 também serão remetidas às seções sindicais, juntamente com as correções e análises de textos, para comporem o anexo ao Caderno de Textos a ser publicado no dia 17 de dezembro de 2008. Maiores informações na ADUFU-SS, ou ANDES-SN.

Novo Reitor
O Professor Alfredo Júlio Fernandes Neto foi nomeado Reitor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) no último dia 5 de novembro, por meio de decreto presidencial publicado no Diário Oficial da União. A solenidade de posse do reitor com o Ministro de Estado da Educação, Fernando Haddad, em Brasília, está programada para o dia 2 de dezembro.

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Convênios ADUFU-SS

UNIMED - 3236-3477
Informações na ADUFU-SS
 
Academia Villa Athlética - 3224-6334
10% de desconto.
 
Colégio Kepler - 3219-4041
30% de desconto.
 

Auto-Escola Aliança - 3232-4537
20% de desconto.

 
Ótica Olho Vivo- 3231-7348
Rua Tenente Virmondes, 534
20% desconto

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EXPEDIENTE - Informativo Semanal da Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal de Uberlândia. Rua Nélson de Oliveira, 711 - Santa Mônica. 38408-204 - Tel: 3236-3477 - Uberlândia/MG. Edição Semanal nº321 Uberlândia/MG 19/11/2008 - E-mail: imprensa@adufu.org.br -Home Page: www.adufu.org.br - Tiragem 1500 exemplares - Diretoria Executiva: Chapa “A Hora é Agora” - Presidente: Adriany Ávila Melo (Geografia); Vice-presidente: Antônio Bosco de Lima (Educação); Secretário-geral: Lúcia Helena de Paula Menezes (ESEBA); 1º secretário: Sarita Medina (Educação); 1º tesoureiro: Rosana Ono (Odonto); 2º tesoureiro: Venilton Gonçalves da Costa (ESEBA); Secretário de Formação Sindical: Teodulo Augusto Campelo de Vasconcelos (Economia); Secretário Cultural: Gislene Alves Amaral (Ed. Física); 1º Suplente: Olenir Maria Mendes (Educação); 2º Suplente: Ernani Silva (Aposentado/Economia). Redação, Edição, Composição e Diagramação: Rubens de Castro - Mtb MG-05281-JP. Estágiaria: Lessandra Parros. Fotos: Rubens de Castro e Djalma Dias. Revisão: Profa.Vânia A. Abdulmassih. Os artigos assinados não expressam necessariamente a opinião da Diretoria. Contribuição: Assessoria de Imprensa do ANDES-SN.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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