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Mais de 2,5 mil pessoas em defesa do ANDES-SN e da liberdade
sindical
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Fotos:
Djalma Dias 
Ministério
do Trabalho apresentará proposta para solucionar suspensão
do registro sindical do ANDES-SN
A
cidade de Brasília, Capital Federal do País, se transformou
na semana passada (11/11) em um palco de manifestação
em defesa da Liberdade de Organização e Autonomia
Sindical e pela regularização imediata do registro
Sindical do ANDES-SN.
Sob chuva constante que caía na cidade, mais de 2,5 mil pessoas,
vindas em caravanas de todo o pais, abraçaram a causa e marcharam
pelas ruas. Após concentração em frente ao
prédio do Ministério do Planejamento, Orçamento
e Gestão (MPOG), a passeata seguiu em direção
ao Ministério do Trabalho.
A direção do ANDES-SN considerou a atividade muito
positiva, uma vez que antes mesmo do término das manifestações
algumas conquistas foram alcan-çadas como as audiências
como ministro do Trabalho, Carlos Lupi, com a coordenadora-geral
de Carreiras da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério
do Planejamento - MP, Maria Lúcia Felix Silva, além
de dois assessores, e o estabelecimento de uma Frente Parlamentar
em Defesa da Liberdade Sindical.
O presidente do ANDES-SN, Prof. Ciro Correia, reafirmou que as reuniões
foram conquistas da militância aguerrida que, mesmo com as
condições climáticas desfavoráveis,
não se furtou à luta em defesa da liberdade de
organização sindical.
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Profa.
Solange Bretas, Diretora do ANDES-SN |
A
Secretária Geral do ANDES-SN, Profa. Solange Bretas, se mostrou
otimista com o resultado do Ato Público. “A nossa avaliação
é que as atividades foram extremamente positivas. Nós
esperávamos cerca de 1200 apoiadores e tivemos a participação
de 2,5 mil pessoas aqui e apoiando o ANDES-SN”, disse ela.
Para as próximas ações o Sindicato está
indicando que as secretarias regionais e as seções
sindicais convoquem reuniões para avaliar o Ato e desenvolver
um processo de interlocução com senadores e deputados
federais e estaduais, partidos políticos e lideranças
partidárias. “Nossa intenção é
pressionar os Ministros Paulo Bernardo
e Carlos Lupi para resolução das questões que
lhes têm sido apresentadas pelos servidores, em particular
a regularização do Registro Sindical do ANDES-SN,
emblemático do ataque que tem sido desferido ao preceito
constitucional da liberdade e da autonomia sindical em nosso país”,
completou a Professora Solange Bretas, em ofício encaminhado
às Seções Sindicais.
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| Profa
Gislene Amaral, Prof. Antônio Carlos Freire Sampaio
(UFMT) e Profa. Adriany de Ávila Melo, componentes
da delegação da ADUFU-SS, em frente à
portaria do MPOG |
Uberlândia
- A delegação de Uberlândia foi composta
por 24 pessoas, sendo 4 professores da UFU: Adriany de Ávila
Melo e Gislene Amaral (Diretoria ADUFU-SS) e Antônio Cláudio
(base da ADUFU-SS). A delegação foi composta também
pelo Prof. Antônio Carlos Frei Freire Sampaio (UFMT) e 20
estudantes da UFU e da UFG (Campus Catalão).
Reunião
no MPOG - Depois de ter se negado a receber uma comissão
de representantes das entidades organizadoras do Ato Público,
representantes do Ministério do Planejamento, Orçamento
e Gestão (MPOG) voltaram atrás. A comissão
que chegou ao Ministério às 10 horas, foi informada
de que a audiência com o Ministro Paulo Bernardes, solicitada
em carta protocolada no órgão no dia 6/11, não
iria acontecer. Os funcionários do Ministério alegaram
que o ministro estava em Roma e que nenhum outro funcionário
poderia receber o grupo. Poucas horas depois, em contato telefônico
com membros da comissão, representantes do MPOG se desculparam,
se prontificaram a se reunir com os organizadores e repassar suas
reivindicações ao ministro.
Segundo o 1º vice-presidente do ANDES-SN, Antônio Lisboa,
a comissão foi recebida pela Coordenadora-Geral de Carreiras
da Secretaria de Recursos Humanos - SRH do MPOG, Maria Lúcia
Felix Silva, e por dois assessores da pasta, Charles Moura Alves
e Cláudio Ribeiro, este último o coordenador de negociação
sindical da SRH-MP. Lisboa explicou aos três as dificuldades
enfrentadas pelo ANDES-SN em função da suspensão
do seu registro sindical, agravadas com a edição da
Portaria nº 1 do MP, que exige a comprovação
do registro para repasse das consignações.
O dirigente enfatizou a necessidade do restabe-lecimento
das negociações entre o Ministério e as entidades,
especialmente as que não assinaram os acordos salariais propostos
pelo governo em 2007 e que, por isso, estavam impedidas até
mesmo de participar das discussões sobre carreira, como é
o caso do próprio ANDES-SN.
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Manifestantes,
após passeata, se concentram na porta do Ministério
do Trabalho |
Os
representantes da SRH-MP disseram que estariam abertos ao diálogo,
que não tinham como desconhecer o ANDES-SN como entidade
representativa dos docentes, e que, quanto à questão
das consignações, estavam fazendo o possível
para encaminhar a regularização de todas as seções
sindicais que haviam pleiteado o recadastramento como associações.
Segundo eles, não existe diferença de tratamento entre
sindicatos e associações, no que tange a esse ponto.
O representante do ANDES-SN discordou. “Esta é a nossa
principal divergência com o Ministério e, por isso,
insistimos para que as seções sejam recadastradas
como sindi-catos, e não como associações, em
função do fato de termos o registro sindical formal
e legitimamente reconhecido pela Justiça e pela própria
categoria”. Os represen-tantes do MP se comprometeram a repassar
as reivindicações ao secretário da pasta de
RH, enquanto aguardam que as entidades ali representadas possam
protocolar proposta de pauta e justificativas sobre a necessidade
de retomada das negociações sobre carreira e salário.
Audiência
no Ministéro do Trabalho - Outro ponto positivo
da atividade em Brasília foi a manifestação
do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que vai apresentar,
nos próximos dias, uma proposta de solução
para o problema da suspensão do registro sindical do Sindicato
Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior
- ANDES-SN. A promessa foi feita pelo Ministro Carlos Lupi, quando
este recebeu em seu gabinete uma comissão formada por membros
do sindicato docente e de outras entidades organizadoras do Ato
Público.
A proposta para solucionar a questão dever ser apresentada
em uma reunião com o secretário de Relações
do Trabalho do MTE, Luiz Antônio de Medeiros, marcada para
o dia 19/11.
O presidente do ANDES-SN iniciou a audiência com o Ministro
Carlos Lupi destacando a importância do Ato Público
realizado concomitantemente. “Este ato é organizado
por um conjunto de entidades que lutam por liberdade sindical, mas
que estão aqui, em particular, para nos apoiar na busca de
uma solução para o problema do registro sindical do
ANDES-SN”, afirmou.
Ciro Correia entregou ao ministro uma carta reivindicando a continuidade
da interlocução com o governo e também a publicação
contendo a compilação das centenas de apoios, nacionais
e internacionais, recebidos pelo sindicato docente. “Não
é admissível,em um país democrático,
que uma entidade legal, reconhecida e atestada como tal, seja impedida
de representar a categoria que a criou e a defende”, afirmou.
O ministro disse que o respeito às várias
e diferentes visões sindicais faz parte do processo democrático
e que condena a discriminação de qualquer entidade.
“O ANDES-SN possui uma legitimidade construída há
muitos anos. Isso é fato. É direito. Não há
o que discutir. Nós precisamos encontrar um mecanismo para
dar legalidade a essa entidade”, disse o ministro, em um tom
de voz elevado para se fazer ouvir em meio ao som do apitaço
realizado na rua, mas que invadia o gabinete.
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Ministro
do Trabalho, Carlos Lupi, com material entregue pelo ANDES-SN |
Carlos
Lupi frisou que, apesar da suspensão do registro sindical
do ANDES-SN não ter ocorrido em seu mandato, vai empreender
todos os esforços para sanar o problema. “A solução
para este caso é política. Não podemos, por
um ato burocrático, tirar a representatividade de um ou outro
setor. Vamos solucionar o problema com bom senso. Temos que encontrar
um caminho que possibilite respeitar a representatividade de cada
entidade, e depois cada trabalhador que decida por quem quer ser
representado”, resumiu. Uma das entidades organizadoras, o
ANDES-SN, é uma das que mais têm sido atingidas com
os ataques do governo. O sindicato teve seu registro sindical suspenso
arbitrariamente, em 2003, por ato administrativo do Ministério
do Trabalho e Emprego, à revelia de decisões transitadas
em julgado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo
Tribunal Federal (STF), que reconhecem a entidade como legítimo
sindicato de todos os docentes das universidades brasileiras.
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AG
discute Campanha Salarial 2009 e Imposto Sindical
|
Proposta
é deflagrar uma campanha contra o Imposto Sindical
| ASSEMBLÉIA
GERAL DA ADUFU-SS
Dia: 4/12/08 (quinta-feira)
Horário:
17h
Local: Sede da ADUFU-SS
Pauta:
1) Informes;
2) Debate das Teses do 28º Congresso do ANDES-SN;
3) Eleição de Delegados ao 28º Congresso
do ANDES-SN;
4) Avaliação do Texto contra o Imposto Sindical;
5) Campanha Salarial 2009. |
A
Assembléia Geral da ADUFU-SS, realizada na semana passada
(13/11), discutiu o Imposto Sindical que voltará a ser
descontado dos Servidores Públicos em março de 2009.
A reunião foi considerada muito provei-tosa. Vários
professores fizeram intervenções salientando, por
exemplo, a imposição do desconto do imposto sindical
e a necessidade de se lutar contra isso. Sobre a questão
salarial foi ressaltado, por exemplo, que é preciso corrigir
as distorções salariais e que a proposta do governo
para 2009 e 2010 está aquém da recomposição
salarial. Foi lembrando também que o ANDES-SN não
assinou nenhum acordo com o governo, respaldado pelas deliberações
das Assembléias Gerais das Seções Sindicais,
durante negociações em 2007.
A AG deliberou por criar uma comissão para organizar uma
campanha contra o Imposto Sindical. A comissão composta
pelos Professores Teodulo A. C. Vasconcelos, Paulo Gomes, Luiz
Caetano de Salles, Eugênio Antônio de Paula e Carlos
Henrique de Oliveira (Caju) que terão a responsabilidade
de elaborar um texto sobre o assunto para ser apreciado na próxima
assembléia.
Outra proposta da AG foi no sentido de construir um Dia Nacional
contra o Imposto Sindical. A provável data seria 30 de
março de 2009. Outra solicitação da assembléia
é a de encaminhar ao ANDES-SN o pedido para que a reunião
do Setor das Federais pautasse a discussão do Imposto Sindical.
Próxima
Assembléia – A AG também definiu
a data da próxima Assembléia que será realizada
em 4/12/08, às 17 horas, na sede da ADUFU-SS. Na pauta
que deverá ser confirmada em breve, estão garantidas
a discussão das teses do 28º Congresso do ANDES-SN
e a eleição de delegados da ADUFU-SS ao evento (a
ser realizado de 10 a 15/2/09 em Pelotas (RS); a avaliação
do texto sobre Imposto Sindical, preparado pela Comissão
e a discussão da Campanha Salarial 2009.
Debate
de Conjuntura - A 4ª edição do Debate
de Conjuntura da ADUFU-SS foi um sucesso. A atividade que reuniu
os professores no dia 14/11, no Anfiteatro do Bloco X, de 9 às
21h, fez uma análise da atual conjuntura discutindo A Crise
Financeira Global e o Brasil: Impactos Sobre o Mundo do Trabalho
e o Movimento Sindical. O evento contou com a participação
dos debatedores Paulo Gomes e Vanessa Petrelli Corrêa, ambos
professores do Instituto de Economia da UFU. A mediação
ficou a cargo do Diretor da ADUFU-SS, Prof. Teodulo A. C. Vasconcelos.
Maiores informações nas próximas edições.
Boteco
da ADUFU-SS – Outro momento de confraternização
foi o Boteco da ADUFU-SS também realizado no dia 14/11,
após as 21h, na sede da entidade. Um momento descontraído,
que serviu para que os professores pudessem se reunir e conversar.
Na próxima edição fotos do evento.
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Crise
do capitalismo intensificará ataque ao sindicalismo
independente |
“Se corrigíssemos
os salários pagos em 1995 utilizando os índices oficiais
da inflação, medidos pelo IPCA, e as perdas vindas das
mudanças no Plano de Carreira, um professor assistente estaria
recebendo R$ 7,9 mil, enquanto o adjunto I receberia R$ 13,8 mil mensais.
No entanto, a realidade é bem diferente."
A
crise de superprodução, apresentada como uma crise
imobiliária, tendo como epicentro os EUA, vem ganhando espaço
na imprensa mundial à medida que seus efeitos se intensificam.
Nas últimas semanas, Estados Unidos e outros países
da Europa anunciaram pacotes de ajuda aos bancos que, juntos, somam
mais de dois trilhões de dólares.
No Brasil, o Governo Lula também vem liberando dinheiro para
salvar pequenos bancos da falência, além de começar
a vender dólares das reservas cambiais. No mês passado
divulgou a medida provisória que autoriza o Banco Central
do Brasil a comprar diretamente a carteira de crédito de
bancos comerciais e, ao mesmo tempo, autorizou o Banco do Brasil
e a Caixa Econômica a comprarem papéis podres desses
bancos, ou seja, a aplicar dinheiro público no sistema privado.
Esse grande volume de capital fictício na economia mundial
e as possibilidades da eclosão da crise já tinham
sido objeto de alertas do ANDES-SN em sua análise de conjuntura
apresentada nos últimos congressos e CONADs. O economista
José Menezes Gomes, professor da Universidade Federal do
Maranhão (UFMA) e ex-3º tesoureiro do ANDES-SN, faz
várias críticas à ação dos governos
e afirma: “a MP do Lula é simplesmente um instrumento
para salvar banqueiros da falência à custa da classe
trabalhadora”.
Menezes lembra que, nos últimos 14 anos, praticamente nenhuma
categoria conseguiu neutralizar as perdas salariais ocasionadas
pela inflação – acumulada em 246%, de acordo
com o IBGE. “Nesse mesmo período, os bancos tiveram
um lucro de cerca de 1200%, ou seja, foi o setor que mais ganhou.
Curiosamente, os lucros não foram repartidos com os trabalhadores,
mas os prejuízos, sim”.
Enquanto os juros altos praticados por FHC e Lula asseguraram esses
gigantescos lucros dos rentistas, os salários dos trabalhadores
tiveram um profundo arrocho, especialmente pela extinção
da política salarial. Os trabalhadores, que tiveram seu poder
de compra reduzido, acabaram recorrendo a empréstimos junto
a esses mesmos bancos. Além de pagarem cada vez mais impostos
e receberem cada vez menos serviços públicos, os trabalhadores
ainda poderão ser mais penalizados com essa operação
de salvamento.
Menezes exemplifica sua afirmação utilizando como
parâmetro os salários dos docentes das instituições
federais de ensino superior – IFES. “Se corrigíssemos
os salários pagos em 1995 utilizando os índices oficiais
da inflação, medidos pelo IPCA, e as perdas vindas
das mudanças no Plano de Carreira, um professor assistente
estaria recebendo R$ 7,9 mil, enquanto o adjunto I receberia R$
13,8 mil mensais. No entanto, a realidade é bem diferente”,
afirma.
Para ele, os números são uma forma de mostrar que,
nos últimos anos, os gastos públicos foram orientados
para os interesses dos rentistas (banqueiros e fundos de pensão).
“O arrocho salarial se constituiu no fator fundamental para
restabelecer a taxa de lucro em escala mundial que estava em queda
desde os anos 80”, explica.
Trabalhadores pagam a conta do superávit primário
- Somente o Governo Lula já pagou R$ 851 bilhões de
juros aos credores da dívida pública. “Parte
desse dinheiro poderia ter sido aplicada no reajuste dos salários
dos servidores, de acordo com a inflação. A outra
parte poderia ter sido investida nos serviços essenciais
– saúde, educação, reforma agrária,
segurança etc. No entanto, para manter o superávit
primário cada vez mais elevado, esses gastos sociais foram
cada vez mais reduzidos, ou seja, os serviços públicos
cada vez mais precarizados e os salários dos servidores cada
vez mais arrochados”.
Menezes ressalta: “durante a fase dos grandes ganhos, ninguém
falou em dividi-los com os trabalhadores, mas na hora em que a crise
avança, o Governo Lula propõe uma medida provisória
para salvar os bancos, a exemplo do que foi feito nos Estados Unidos
e outros países da Europa. Para mim, essa é a questão
fundamental dessa crise. A classe trabalhadora tem que se perguntar
quem serve o Estado brasileiro”.
Mesmo com essas constantes intervenções as bolsas
mundiais já perderam mais US$ 10,5 trilhões em 2008.
“Nos últimos cinco meses, o IBOVESPA – índice
que mede o desempenho das ações mais negociadas na
Bolsa e o valor de mercado das companhias no pregão paulista,
já encolheu mais de R$ 1 trilhão. Só para se
ter idéia do tombo, a perda representa pouco menos da metade
do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2007.
Direitos cada vez mais atacados - O economista
afirma que além das medidas já anunciadas, o Governo
Lula deverá avançar as reformas sindical – o
que já tem feito, trabalhista, universitária, tributária
e da previdência. “Ou seja, fará de tudo para
conter os direitos dos trabalhadores, inclusive intensificar os
ataques ao sindicalismo combativo”.
Os prejuízos não serão apenas dos servidores
públicos, mas também dos trabalhadores da iniciativa
privada, que terão que enfrentar desemprego. Menezes dá
o exemplo da Fiat e da GM, que recorrerão a férias
coletivas para mais de dez mil trabalhadores. “Os bancos e
empresas estrangeiros que operam no Brasil tenderão a retirar
dinheiro das filiais daqui para remeter às suas matrizes.
O setor da construção civil, que foi o grande beneficiário
da expansão das bolsas no Brasil, já está tendo
perdas”.
Nesse contexto, estão os professores das Instituições
Particulares de Ensino Superior – IPES. “Com a valorização
dos investimentos nas bolsas de valores, ocasionada pelo otimismo
da boa fase, o setor da Educação privada também
se expandiu por meio da abertura de capital. Agora, também
sentirá o efeito da crise”. Mais uma vez, os docentes
pagarão a conta, pois terão que enfrentar ainda mais
precarização e até demissões, alerta
Menezes.
Fundos de pensão - Outro fato que o economista
ressalta é que durante a boa fase do capitalismo, os fundos
de pensão passaram a investir nas bolsas de valores, comprando
ações. “Somente este ano, já perderam
mais de R$ 40 bilhões, o que revela que a proposta de reforma
da previdência, de criação da previdência
complementar para os servidores públicos é outra ameaça,
pois em vez da aposentadoria complementar, os trabalhadores terão
que arcar com a perda de parte do dinheiro que foi aplicado”.
Menezes diz que o momento demanda da classe trabalhadora uma grande
mobilização que exija um socorro à reforma
agrária, à saúde, educação, segurança
etc. “Os trabalhadores não podem pagar novamente a
conta do ajuste capitalista. É hora de pensarmos numa alternativa.
Até agora, o Estado só se interessou em resolver os
problemas dos bancos”. Ele afirma que “é hora
de juntar todos os trabalhadores que ficaram à margem das
políticas neoliberais, em todo o mundo, para construir uma
mobilização intercontinental que busque uma saída
para a classe trabalhadora”.
Dinheiro que poderia mudar o mundo para melhor -
A revista alemã Spiegel Online divulgou o que os R$ 700 bilhões
que o governo norte-americano destinou aos bancos poderia pagar.
“Este montante, poderia ser utilizado em muitas outras coisas.
Eis algumas delas:
- Pagar os salários de 22 milhões de pessoas
- os 700 bilhões de dólares seriam suficientes
para pagar o salário médio anual a 22 milhões
de pessoas nos Estados Unidos. De acordo com o Departamento do Trabalho
dos EUA, o pagamento médio por uma semana de trabalho foi
de US$ 612 em agosto último;
- Estabelecer cobertura de saúde universal -
os EUA poderiam finalmente estabelecer seguro de saúde universal,
um objetivo que até agora foi constantemente evitado pelos
políticos. O governo poderia financiar até seis anos
de seguro de saúde para cada um e todos os cidadãos
estadunidenses;
- Combater a pobreza na África durante 10 anos -
de acordo com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, o continente
precisa de US$ 72 bilhões por ano de ajuda ao desenvolvimento.
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Prof.
Gilberto Vieira
Facudade de Gestão e Negócios, UFU.
Em plena era de informática e da novilíngua
criada na rede mundial, não compreendo por que a correspondência
escrita está tão distante da fala convencional. Há
pessoas que ainda utilizam os tais “V.Sas”, ou “V.Ex.ª”,
especialmente no setor público. Será que alguém
ainda chama alguém de “Vossa Senhoria”, “Vossa
Excelência” ou pior, “Meretíssimo”,
ou “Digníssimo”? Faria sentido nos tempos do
Barão de Mauá, ou em novela de época. Ou ainda,
no tempo em que, segundo Ary Barroso, o Brasil era “lindo
e trigueiro”. Atualmente compreendemos que as pessoas são
iguais. Ninguém é mais importante, só pelo
fato ser empresário, ter nascido em família tradicional,
ou ainda por ocupar um cargo público, com salários
pagos pelos contribuintes. Ninguém precisa ser tratado por
“doutor”, exceto os médicos. Todos podem ser
chamados de modo direto, sem adjetivos, ou adereços inúteis,
de “Senhor”, ou “Senhora”, Sr. Juiz, Sr.
Deputado, Sra. Reitora. Isto é ser pós-moderno. O
resto é resquício de uma época em que a divisão
em classes sociais e os privilégios começavam pelo
tratamento verbal, no corte das casacas e no uso do pince-nez.
E ainda tem o famigerado: “Declaramos para os devidos fins...”,
como se alguém pudesse declarar alguma coisa para fins indevidos.
Há os que acrescentam: “para quem interessar possa”,
como se isso significasse alguma coisa. Há também
os que iniciam uma correspondência com os termos “Venho
por meio desta...”, como se fosse proibido ir direto ao assunto:
“Solicitamos ...”. Outro tipo de vício ocorre
no fechamento das correspondências. Bastaria um simples “Atenciosamente”,
porém as pessoas colocam frases inteiras: “Sem mais
para o momento nos despedimos com votos sinceros de estima e consideração”
– Ufa! Alguém sabe para que serve este tipo de frase?
E ainda há o uso dos carimbos. Em vez de simplesmente digitar
o nome da pessoa e seu cargo, para que a correspondência seja
assinada, é comum o uso de um carimbo, com os mesmos dizeres
que poderiam ser impressos de forma automática pelo computador.
São fatos que confirmam o atraso em nossa comunicação
escrita, resquícios do barroco colonial, com seus floreios
e rapapés, especialmente no setor público. Isso ocorre
até mesmo nas universidades, que pretendem ser a vanguarda
da sociedade, locus de inovação e modernidade. Sua
correspondência segue a mesma prática da redação
obscura e excesso de mesuras. Como uma instituição
pode advogar eficiência e contemporaneidade, se em suas entranhas
continua a atuar como se estivesse em pleno Século 19?
A parábola do “soldado-ao-banco”, ilustra bem
esta situação: “Certo dia no quartel o comandante
solicitou ao soldado que pintasse o banco do jardim. Enquanto o
banco secava, destacou um soldado para vigiá-lo. Alguns anos
depois eis que chega um novo comandante ao quartel. Pergunta ao
sargento por que o soldado está ali, de plantão frente
ao banco. Bem, diz o sargento, quando cheguei aqui o soldado já
estava ali. E, se estava ali, é por que havia alguma razão.
Desde então eu sempre destaquei um soldado para a função”.
É incrível quantos “soldados-ao-banco”
ainda temos em nossas instituições. Ninguém
sabe por que é feito assim, nem qual sua lógica, mas
continuam a fazer porque já a encontraram assim. E, se estava
assim, é porque havia algum propósito. Precisamos
desmontar estas armadilhas. É necessário simplificar,
racionalizar, usando o principio básico da ecologia, menos
é mais: menos gestos, menos bajulação, menos
pomposidade, menos palavras inúteis.
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Agenda
para o professor
Em comemoração aos 30 anos da ADUFU-SS completados
no ano que vem, a Diretoria Executiva da entidade vai presentear
cada um dos seus filiados com uma agenda 2009. O material vai também
apresentar um rápido histórico das direções
que fizeram parte da entidade desde sua fundação,
em 18 de agosto de 1979. Cada professor filiado poderá retirar
sua agenda no início de dezembro. Mais informações
em breve.
Encontro
de Aposentadoria
O ANDES-SN realiza entre os dias 29 e 30/11, em Belém/PA,
o XIII Encontro Nacional sobre Assuntos de Aposentadoria do ANDES-SN.
O tema central será “Aposentadoria em tempo de crise”.
Na programação estará a discussão de
temas como “A crise financeira. O endividamento público.
Os impactos na classe trabalhadora”, com os painelistas: Maria
Lúcia Fatorelli- Auditoria Cidadã da Dívida
e Prof. José Menezez Gomes – UFM. Outro tema desenvolvido
será a “Socialização da realidade dos
docentes aposentados e o trabalho desenvolvido pelas S.SINDs no
que respeita às questões de aposentadoria”.
Encontro
de Aposentadoria 2
A Lei nº 11.784/2008 (MP 431) e as decorrências políticas,
econômicas e jurídicas também será tema
de painel com a Assessoria Jurídica Nacional do ANDES-SN
e a Profª Solange Bretas – Diretoria do ANDES-SN. Outro
painel do evento será “Para além da aposentação:
Questões que afetam a vida dos docentes aposentados e sua
politização na perspectiva de inclusão no plano
de luta do sindicato”. Os painelistas serão os professores
da Diretoria do ANDES-SN Evenildo Bezerra de Melo e Fernando Molinos
Pires Filho. O evento também terá o trabalho em grupos
com vistas a identificação de questões que
representam ataques aos direitos de aposentadoria e aos aposentados
e a apresentação do trabalho dos grupos e consolidação
de proposta de pauta para esse campo da luta sindical.
Atuação no Congresso Nacional
A jornada de lutas em defesa do ANDES-SN, aprovada no III Congresso
Extraordinário, surtiu mais um efeito positivo. No dia 12/11,
o presidente do Sindicato Nacional, Prof. Ciro Correia,falou na
sessão deliberativa da Comissão de Trabalho, de Administração
e Serviço Público – CTASP, da Câmara dos
Deputados. Ciro relatou o histórico de contestações
ao registro sindical e sua suspensão arbitrária pelo
Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, e pediu o apoio
dos parlamentares junto ao MTE e Ministério do Planejamento.
Atuação
no Congresso Nacional 2
Após a exposição, vários parlamentares
membros da CTASP manifestaram-se em apoio ao ANDES-SN. Eles aprovaram,
por unanimidade, a sugestão do Deputado Paulo Rocha (PT-PA)
para que seja formada uma comissão de parlamentares em apoio
ao ANDES-SN. A comissão fará a intermediação
entre o Sindicato, o MTE e o Ministério do Planejamento,
e sua composição deverá ser definida nos próximos
dias. Em entrevista a imprensa do ANDES-SN, o Prof. Fernando Molinos,
1º vice-presidente da Regional Rio Grande do Sul disse que:
“O importante é que teremos o apoio desses parlamentares
em nossa negociação com o governo para o restabelecimento
do registro sindical do ANDES-SN, suspenso de forma arbitrária,
imotivada e ilegal pelo MTE”. Além dele, também
participaram da sessão na CTASP os professores Josevaldo
Pessoa da Cunha e Emerson Araújo, membros da força-tarefa
constituída no III Congresso Extraordinário.
Audiência
no Ministério do Trabalho
Representantes do Sindicato Nacional se reunirão com o secretário
de Relações de Trabalho do MTE, Luiz Antônio
de Medeiros, na próxima quarta-feira (19/11). A audiência
foi marcada na última terça-feira (11/11) por sugestão
do Ministro Carlos Lupi, que recebeu uma comissão do ANDES-SN
durante o Ato Público em Defesa da Liberdade de Organização
e Autonomia Sindical. Medeiros afirmou que apresentará ao
Sindicato propostas de resolução do problema criado
pelo MTE em relação ao seu registro sindical. Lupi
se comprometeu a receber, em outra audiência, os representantes
da entidade para homologar o acordo que for feito.
Restabelecimento
do Registro
Pouco a pouco, a luta do ANDES-SN pelo restabelecimento do seu registro
sindical ganha espaço e começa a surtir efeitos positivos.
Além do apoio de centenas de entidades sindicais nacionais
e internacionais e de movimentos sociais, a diretoria do Sindicato
tem insistido no diálogo com instâncias governamentais,
legislativas e jurídicas para resolver o impasse criado pelo
MTE e Ministério do Planejamento. Para Ciro, a força
demonstrada pelos docentes e trabalhadores que apoiaram o Sindicato
Nacional, principalmente durante o Ato Público, tem sido
fundamental para que os representantes do governo conversem com
os representantes do ANDES-SN.
28º Congresso do ANDES-SN
O ANDES-SN realiza no ano que vem, de 10 a 15 de fevereiro de 2009,
o 28º Congresso do Sindicato. A próxima edição
será realizada na cidade de Pelotas(RS), sob a organização
da ADUFPel Seção Sindical é terá como
tema central “Resistir e Avançar: A Defesa do ANDES-SN,
da Universidade Pública e dos Diretos dos Trabalhadores”.
As contribuições das seções sindicais
e dos sindicalizados para o Caderno de Textos se encerraram no dia
14/11. As contribuições que chegarem à sede
do ANDES-SN no período de 15 de novembro a 15 de dezembro
de 2008 também serão remetidas às seções
sindicais, juntamente com as correções e análises
de textos, para comporem o anexo ao Caderno de Textos a ser publicado
no dia 17 de dezembro de 2008. Maiores informações
na ADUFU-SS, ou ANDES-SN.
Novo
Reitor
O Professor Alfredo Júlio Fernandes Neto foi nomeado Reitor
da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) no último
dia 5 de novembro, por meio de decreto presidencial publicado no
Diário Oficial da União. A solenidade de posse do
reitor com o Ministro de Estado da Educação, Fernando
Haddad, em Brasília, está programada para o dia 2
de dezembro.
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UNIMED
- 3236-3477
Informações na ADUFU-SS |
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Academia
Villa Athlética - 3224-6334
10% de desconto. |
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Colégio
Kepler - 3219-4041
30% de desconto. |
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| Auto-Escola
Aliança - 3232-4537
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de desconto. |
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Ótica
Olho Vivo- 3231-7348
Rua Tenente Virmondes, 534
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