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Mesa
setorial do MEC
Governo enrola: proposta concreta só
para 2006
Relatório da reunião do GT MEC realizada
em Brasília no dia 27 de junho de 2005
O
MEC realizou na segunda-feira, 27 de junho, mais uma reunião
do Grupo de Trabalho (GT) instituído pela portaria MEC
nº 4.052 de 9/12/04. No encontro anterior realizado no início
do mês de junho (06/06) os representantes do ministério
haviam apresentado dois cenários que tinham como eixo a
incorporação da GED e GAE e o aumento do percentual
dos incentivos à titulação docente. A avaliação
preliminar é que o que o foi apresentado no início
da semana ao ANDES-SN caracteriza um retrocesso e joga qualquer
negociação efetiva somente para 2006. Abaixo transcrevemos
o relatório que a Diretoria do ANDES-SN apresentou.
A reunião estava prevista para ser iniciada às 14h30
e foi postergada pelo MEC para as 15h30. Representantes de diversas
seções sindicais se fizeram presentes acompa-nhando
os diretores que participariam da reunião. Todos subiram
para o oitavo andar e houve uma espera de mais de trinta minutos
para o início da reunião. Os representantes das
seções sindicais aguardaram na sala de espera do
gabinete do Ministro o término da reunião. Ao final,
receberam informe da reunião.
O Secretário do MEC Jairo Jorge iniciou a reunião
referindo-se à declaração do Ministro do
Planejamento na Mesa Nacional de Negociação Permanente
(veja matéria pág 04) de que não há
recursos para 2005, e que qualquer impacto financeiro de negociações
com servidores deverá ter incidência a partir de
2006. Afirmou que isso não mudaria em nada o trabalho do
GT e disse que apresentaria algo novo e passou a fazê-lo.
Nova
Proposta
O MEC Propôs um esforço concentrado do GT em um período
de sessenta dias para realizar estudo sobre a carreira docente,
dentro do limite de R$ 1 bilhão de impacto financeiro a
partir de 2006. Argumentou que, com a introdução
da discussão de carreira nos trabalhos do GT, seria possível
trabalhar as demais questões que vinham sendo tratadas
com uma perspectiva de mudanças mais estruturais. Os trabalhos
seriam realizados durante os meses de julho e agosto e nos meses
de setembro e outubro seriam feitas discussões com o Ministério
do Planejamento com vistas à inclusão no orçamento
de 2006. Terminada a explanação, foi liberado tempo
para a manifestação dos presentes.
ANDES-SN
O professor Márcio avaliou como sendo frustrante para os
professores a proposta apresentada pelo MEC e fez uma breve retrospectiva
histórica em relação ao GT, o qual foi criado
em dezembro de 2004 para atender ao disposto na MP 208, de 20
de agosto de 2003, que estabeleceu o prazo de 180 dias para uma
definição em relação à GED.
Considerou inaceitável a posição do governo
ao alegar que não existe disponibilidade orça-mentária
em 2005 e que, se havia um consenso em relação à
extinção da GED, ao menos em relação
a isso, o governo deveria apresentar uma proposta. Também
relembran-do o histórico da questão da GED e informando
estar representando as deliberações do setor das
IFES do ANDES-SN, Paulo Rizzo argumentou que, desde 20 de fevereiro
de 2005, há uma situação irregular em relação
à GED. Lembrou que, no final de julho e começo de
agosto de 2004, faltavam apenas 70 milhões de reais para
conceder aos docentes do magistério superior a gratificação
fixa e paritária, a exemplo da GEAD que substituiu a GID.
Enfatizou, então, que o GT fora criado para tratar de uma
pendência das negociações de 2004 e que, portanto,
ele deveria cumprir sua função e ser dissolvido.
Argumentou que o ANDES-SN tem disposição para tratar
da Carreira e que está aprofundando a discussão
sobre o assunto com o SINASEFE e que tem o compromisso de trabalhar
o assunto conjuntamente e que a composição do atual
GT não corresponde ao que define o sistema de negociações
criado com a Mesa Nacional de Negociação Permanente.
Solicitou a retomada da Mesa Setorial de Negociação
Permanente. Considerou também que a negociação
em torno da Carreira certamente demandará um trabalho bem
mais longo do que dois meses. Retomando a palavra, Jairo Jorge
afirmou que havia tentado fazer uma proposta, mas que a falta
de acordo, em particular com o ANDES-SN, inviabiliza o encaminhamento
de sua proposta. Considerou que é natural que os professores
tenham expectativa de ganhos em 2005, mas que eles devem reconhecer
que isso é muito difícil, sendo melhor buscar viabilizar
propostas com efeitos financeiros a partir de janeiro de 2006.
Propôs, então, realizar mais duas reuniões,
uma no final de julho e outra no final de agosto, para continuar
trabalhando os temas relativos à incorporação
das gratificações, à paridade e ao aumento
dos incentivos de titulação. Os impactos ficariam
para 2006. Perguntado se o Ministro baixaria nova portaria adiando
os trabalhos do GT, informou que sairia uma portaria prorrogando
os trabalhos até 30 de setembro. Respondendo ao questiona-mento
sobre a Mesa Setorial de Negociação Permanente,
Sylvio informou que o MEC está discutindo com todas as
entidades, que fica difícil trabalhar questões específicas
na Mesa e exemplificou com a classe especial que está sendo
discutida com o SINASEFE. Paulo Rizzo lembrou que o assunto não
é específico ao SINASEFE, e que o ANDES-SN deve
participar do trabalho. Tanto Sylvio quanto Jairo afirmaram que
não havia nenhum problema em o ANDES-SN participar das
discussões sobre classe especial, argumentaram tam-bém
que o SINASEFE poderia participar das discussões sobre
carreira. A reunião foi, então, encerrada.
ANDIFES
e SBPC
Os dois representantes da ANDIFES consideraram a proposta um avanço,
o que contemplaria a expectativa da entidade e que, com a nova
carreira se superaria o problema das incorporações,
sendo que o Reitor Paulo Speller manifestou preocu-pação
em relação à mobilização dos
professores, propondo que se trabalhe rápido. O reitor
foi aparteado por Jairo Jorge que afirmou que o MEC também
considera um avanço, e que estaríamos diante de
uma oportunidade ímpar, dada a disposição
do Ministério do Planejamento em negociar questões
para 2006 e se, desde já, trabalharmos pensando na carreira,
saberemos bem quais serão os impactos financeiros. Todos
que se pronunciaram a seguir manifestaram preocupa-ção
quanto às expectativas criadas para os professores em relação
às conclusões do trabalho do GT, que deveriam apresentar
resultados já para 2005, sem prejuízo da discussão
de carreira e outros resultados para os anos seguintes. Ainda
em relação à Carreira, o representante da
SBPC afirmou que esta deveria ser exclusiva do magistério
do ensino superior, dadas as especificidades deste e que deveria
haver compensação financeira por mérito.
Participaram
da Reunião
MEC: Jairo Jorge da Silva e Sylvio Petrus;
ANDIFES: Paulo Speller, José Ivonildo
do Rêgo e Gustavo Baldino; SBPC:
Amílcar Baiard; ANDES-SN: Paulo
Rizzo e Márcio Antônio de Oliveira; PROIFES:
Robson M. Matos e Gil Vicente.
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