| MNNP
Governo diz que é impossível
dar reajuste em 2005
A
reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente
realizada na semana passada (23/06) contou com a participação
do ministro de Planejamento, Orçamento e Gestão,
Paulo Bernardo, além dos repre-sentantes das bancadas do
governo e sindical. O ministro declarou na reunião que,
para o governo, é impossível fazer qualquer negociação
que crie algum impacto financeiro ainda em 2005.
Foto:
ANDES-SN |
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Bancada
Sindical durante encontro da MNNP |
Paulo Bernardo também declarou que o governo está
disposto a continuar o diálogo e que pode ser feita “uma
negociação que signifique reajuste em 2006”,
mas que é possível avançar na pauta de reivindicações
nos pontos que não representem aumento de despesas.
A bancada sindical manifestou sua insatisfação com
o exposto pelo governo, pois existem categorias em greve desde
o começo do mês que não vêem nenhum
avanço nas negociações. Os servidores federais
reivindi-cam 18% de reajuste, referentes a perdas entre 2000 e
2004; incorporação das gratificações;
paridade para aposentados e pen-sionistas; diretrizes para plano
de carreira e piso salarial. Por conta da greve em algumas categorias,
os sindicalistas solicitaram ao governo a negociação
também do corte de ponto dos servidores paralisados, que
já está sendo aplicado.
Com relação à falta de recursos, a presidente
do Unafisco, Maria Lucia Fattorelli, lembrou que o governo tem
batido sucessivos recordes de arrecadação e que
a Lei Orçamentária Anual de 2005 (LOA), em seu Anexo
V, tem previsão para reajustes que ainda não foram
realizados (veja matéria página 05).
As entidades também pediram uma posição do
governo sobre as emendas propostas por elas à Lei de Diretrizes
Orçamentárias para 2006 (LDO 2006). As emendas foram
apresenta-das ao relator da LDO 2006, Gilmar Machado (PT-MG),
pelos deputados Fátima Bezerra (PT-RN) e Wasny de Roure
(PT-DF), que estavam presentes à reunião (Veja mais
na página 08). O ministro do Planejamento informou que
tomou conheci-mento do texto e acredita que é possível
o apoio do governo.
O próximo encontro da MNNP está previsto para o
dia 30 de junho, quando governo e lideranças dos servidores
discutirão a definição de uma agenda para
2006. Os sindicalistas acreditam que ainda têm chances de
reverter a situação desfavorável, mas reconhecem
dificuldades em vencer a barreira governista.
Foto:
ANDES-SN |
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| Encontro
da MNNP teve a participação do Ministro do
MPOG |
Sérgio Mendonça, secretário de Recursos Hu-manos,
propôs o fim da greve, lembrando que as negociações
continuam abertas, mas descartou qualquer solução
que possa aumentar a folha do serviço público em
2005. Mendonça reforçou a decisão de descontar
os dias parados dos servidores que têm faltado ao trabalho.
“Há um decreto presidencial sobre isso e ele está
em vigor. É uma posição de governo”,
afirmou.
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| AVALIAÇÃO
Na
avaliação feita pela bancada sindical, a reunião
da Mesa foi resultado da greve, que a parte inicial, com a presença
do Ministro, foi mais positiva que a segun-da parte, pois o Secretário
Sérgio Mendonça buscou recuar em relação
aos poucos avanços anuncia-dos pelo Ministro.
Decidiu-se cobrar a presença do Ministro nas próximas
reuniões. De-cidiu-se, também, enviar carta ao Presidente
da República informando-o que não está havendo
negociações e solicitando a revogação
do Decreto nº 1480 (corte de ponto). Avaliou-se que, para
haver negociação, o movimento deverá ser
fortalecido.
Para tanto, conclama-se a adesão imediata à greve
dos setores que ainda não estão em greve e que se
intensifique a mobilização na próxima semana,
com atos unitário nos estados no dia 29/6, com paralisações
onde for possível, com concentra-ção no Ministério
e com caravanas das regiões próximas à Brasília.
Decidiu-se, ainda, realizar a reunião do GT orçamento
na segunda-feira, 27/6, à tarde, para dar subsídios
à argumen-tação da bancada de que há
recursos orçamen-tários para atender a pauta de
reivindicações ainda em 2005.
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